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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Cristo para os Cristãos


Nunca houve nem haverá alguém como Ele.
Ninguém conseguia passar a mensagem do evangelho com tanta autoridade,
clareza, paciência e sabedoria.
E logo Ele, o filho do carpinteiro.
As pessoas se assustavam quando viam aquele jovem que eles conheciam da carpintaria do saudoso José, erguendo-se em meio à multidão e dizendo aos seus discípulos:
"Dai-lhes de comer".
Como poderia ser?
Ele, que havia crescido entre serrotes e martelos, agora andava sobre o mar.
Parece um enigma.
O carpinteiro, tão acostumado com madeira e pregos,
acabou morto exatamente através de seus antigos instrumentos de trabalho...
E o que dizer dos endemoniados, dos cegos,
dos surdos, dos mudos, dos aleijados,
todos libertos pela sua palavra?
E que palavra.
Algo que Ele fez questão de tornar claro através de insistentes parábolas,
alegorias, metáforas...
Nada de teologia complicada.
Termos técnicos.
Não, os pescadores não entenderiam.
Os cobradores de impostos e as prostitutas também não.
Seu ensino era tão abertamente claro e óbvio,
que nem o pobre Nicodemos conseguiu captar sua mensagem,
e sabe por quê?
Porque tinha teologia demais na cabeça.
Tradição demais na cabeça.
Por isso meu mestre gostava de crianças:
sua mente é limpa, pura e inocente.
Não trás preconceitos ou julgamentos precipitados.
Ao final de sua jornada não fugiu ao seu estilo simples e objetivo de ensinar,
quando dá as últimas instruções aos seus discípulos.
"Ide e pregai o evangelho a toda criatura"
e
"fazei discípulos de todas as nações"
são a essência.
Quem passou a vida toda ensinando,
termina seu ministério terreno mandando ensinar, como se dissesse
"não parem de pregar a verdade!"

Ele não mandou construir templos suntuosos.
Ele não mandou que as pessoas se preocupassem em usar roupas caras ou importadas.
Ele não mandou que transformassem a sua casa em lugar de comércio.

Ele não mandou que inventassem modismos teológicos
para complementar tudo o que havia dito.
Sua palavra sempre foi, é e sempre será mais do que suficiente.
Ele não mandou que as pessoas se ocupassem de questões tolas,
como por exemplo,
descobrir quantos espinhos haviam em sua coroa de espinhos
ou se a cruz onde foi colocado não era para ele e sim para Barrabás.
Ele não mandou comercializar sua Palavra.
De graça recebeste, de graça dai.
Ele não mandou matar em seu nome.
Ele veio para que tivéssemos vida, e vida em abundância.
Ele não mandou que adorássemos sua mãe.
Ele não mandou lutar pelo melhor lugar na obra.
Seus discípulos fizeram isso, e foram repreendidos por ele.
Ele não mandou que buscássemos os melhores lugares nas sinagogas.
Os fariseus faziam assim.
Ele não mandou que olhássemos somente para aqueles
a quem amamos e são nossos irmãos.
Na verdade ele disse para fazer exatamente o contrário disso.
Ele não mandou que ficássemos dentro de uma igreja a semana toda,
achando que isso é tudo o que é ser cristão.
Na verdade ele cobra de nós ação, atitude, movimento.
Ele nunca ficou parado.

Ele não mandou que criássemos complexos mecanismos ritualísticos,
cheios de interpretações teológicas,
para que as pessoas fossem libertas, salvas, abençoadas e cheias do Espírito Santo.
Seu sangue, seu nome e sua Palavra
são tudo o que nós temos e
precisamos para que essas coisas sobrevenham.

Uma linda semana abençoada!
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Jesus Ama Você

.... Estenda sua mão.

Esteja em paz com você mesmo.

Aconteça o que acontecer, medite sobre a sua
postura perante a vida, diante do seu próximo.

Aconteça o que acontecer, esteja alerta aos seus
sentimentos em relação a si e aos outros.

Aconteça o que acontecer, esteja em paz com Deus,
que o criou o que quer-lhe bem.

Aconteça o que acontecer, esteja feliz, porque a vida é a
melhor escola para que você cresça.

Aconteça o que acontecer, esteja ativa na vida, pois
passiva e trancada, nada lucrarás, a não ser, a estagnação.

Aconteça o que acontecer:
Ame, Apoie, Agasalhe,
Ajude ao próximo.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

foto: Giovanna (misato)

Hoje meditando em alguns versículos da Bíblia...

deparei que ao longo de minha vida, alguns dias, invadiu em mim um estranho sentimento de exaustão interior.
Nestes momentos, a minha consciência é tomada por uma incompleta incapacidade em corresponder às expectativas das pessoas que estão ao meu redor em relação a mim.

Sinto-me sem condições de atender às necessidades das pessoas, até mesmo daqueles que esperam que eu possa falar ou trazer algo positivo; às cobranças dos amigos, (essa semana esqueci o niver de um deles e me ligou chateado porque a anos eu sempre me lembrei) – sem falar, claro, das pressões geradas em família , cobranças de como você tem que fazer, parece que temos que ser padronizadas segundo suas convicções, fazerem o que eles acham que tem que ser feito, não importa o você e sim Eles
Então, sou tomada pelo desânimo em relação aos desafios que me cercam e pelo desejo de não ter tantos compromissos diante de outros.

Essa sempre foi a minha preocupação, sempre dei satisfação dos meus atos, das minhas atitudes e agora parece que eles tomaram posse e determinam o que eu posso e devo fazer....

Quando esta exaustão interior me assalta, minha vontade é de jogar tudo para cima. Fico sonhando com a possibilidade de abrir mão de todas as responsabilidades, procurar um chalé numa região bem distante e viver ali por algum tempo. Minha única vontade é a de voltar-me para o cuidado do meu próprio coração, lidando com as minhas próprias demandas interiores – coisas singelas, como o silêncio, a solicitude, a leitura e a oração.

Sei que muitos pensam que um cristão não deveria sentir-se assim, que uma pessoa que tem Deus como prioridade na vida não poderia falar assim. No entanto, as vezes tenho que decepcionar as pessoas que se julgam mais espirituais, que ficam de plantão lembrando, dizendo, censurando suas (minhas) atitudes...
Somos humanos e enfrentamos muitos desafios.... sim... mesmo meus dias de exaustão... há limites....

Diante desta tal exaustão interior e da impossibilidade de jogar tudo para cima, acabo caminhando alguns dias em reflexão e oração, os quais me levam a uma conclusão.
O problema, antes de residir nas expectativas daqueles que me cercam ou nas pressões delas decorrentes, são, geralmente, fruto ou de meu descuido em viver, dia após dia, dependendo da minha própria potencialidade, ou de um equívoco – o de colocar minha confiança de realização em projetos e relacionamentos que jamais poderão me oferecer o que somente Deus tem para me dar.

Li um livro sobre um monge francês - Bernardo de Claraval, que viveu entre os séculos XI e XII, ele diz: que tudo o que somos e fazemos deve ser fruto não de nossas próprias reservas, mas do transbordar da água viva que Jesus derrama em nossas vidas. Podemos, assim, dedicar-nos a algo sem nos exaurirmos; dar-nos sem nos esgotarmos; cuidarmos de outros sem cometer o equívoco de não cuidarmos de nós mesmos. Se, contudo, abandonamos esta relação constante com a pessoa de Cristo, fechamo-nos para a fonte que abastece o nosso reservatório interior e deixamos de receber a água viva que emana do Pai. No entanto, a falta de conexão com a fonte primária da água viva nos conduzirá, mais cedo ou mais tarde, à sequidão.

Essa dimensão de vazio interior foi comparada por Jesus, quando há um diálogo com a mulher de Samaria, com a sensação humana da sede. Ela não sabia, mas tinha diante de seus olhos aquele capaz de saciar a sede existencial que existe dentro dos corações de homens e mulheres. Sede de sentido para vida, sede de sentir-se valorizado (a) ou amado (a) por alguém. Um de nossos grandes erros, humanos que somos, é o de tentar lidar com o sentimento de vazio interior que insiste em nos acompanhar ao longo da vida através de conquistas. Queremos acumular coisas, ser amados pelos outros, atingir grandes realizações; enfim, queremos ser felizes com a vida.

O profeta Jeremias registrou a contenda de Deus contra seu povo Israel apontando os mesmos equívocos nos quais hoje ainda incorremos: “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água” (Jeremias 2.3).

Logo, quando colocamos nossa esperança ou buscamos a realização em qualquer outra fonte que não seja o próprio Pai, corremos o risco de buscar a água onde ela simplesmente não existe. Conhecedor do coração humano, Jesus nos convida, de forma simples e prática, a uma solução: “Quem tem sede, venha a mim e beba”. Ele próprio se apresenta como a única fonte capaz de saciar nossa sede existencial. Neste caso, estamos falando da importância de estarmos constantemente na presença do Senhor, bebendo da água viva que somente Cristo pode nos oferecer. Somente assim, seremos reservatórios que, repletos de água, transbordam a ponto de irrigar a vida daqueles que nos cercam.

Revendo alguns momentos que estão acontecendo comigo nos últimos dias , esse momento de exaustão interior que me assalta é decorrente do meu descuido de viver a partir de mim mesmo, ou do equívoco de buscar nos projetos e nos relacionamentos o que somente em Jesus posso ter.

Por isso, quando tomado pelo sentimento de cansaço, me aquieto na sua presença e volto a escutar o convite amoroso e paciente para beber da água que somente Ele pode me oferecer.
É esta água viva que nos capacita a renovar nossas forças físicas e emocionais, bem como a nos libertar das buscas infindáveis que drenam nossas energias e nos fazem reféns de nossos próprios anseios. Somente assim, como diz a Escritura, fluirão rios de nosso interior. Rios da mais pura água – a água da vida.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Felicidade... o preenchimento

Só o amor.... não preenche o vazio do ser humano.
O coração só é preenchido quando a paz e a felicidade do Espírito Santo habitar
dentro de cada um de nós.
Isso só nós é concedido através de Jesus Cristo como Salvador de nossa vida.
Desse modo, entendemos que o louvor, a adoração, a gratidão a Deus resultam na experiência de sentir o rio da vida fluir dentro de nós, pela presença do Espírito.
Cristo nos ensinou como obter a verdadeira felicidade na vida. Ele disse: "quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede".
A água que Cristo dá tem resultados eternos. O evangelho de Jesus Cristo é um rio de águas vivas que jamais seca.
Além disso, leva-nos ao céu, enche o coração de paz e esperança e resolve os problemas essenciais para que possamos viver de modo positivo.
Quem tem Cristo para a ter satisfação na vida e encara a vida de forma feliz e positiva, não importa as circunstância que atravessa.
Quem acredita que seu mundo exterior proporciona felicidade, mesmo que espere mil anos, nunca a encontrará.
Sempre estaremos enfrentando dificuldades, grandes ou pequenas... estaremos sempre a frente de novos desafios. Mas isso, não podemos deixar que nos impeça de desfrutar da completa paz e felicidade. Porque é nas dificuldades que as bençãos se transformam.
Se os ventos não agitassem as águas dos lagos, eles não poderiam se purificar sozinhos, o que resultaria em sua deterioração; isso porque os lagos não possuem oxigênio suficiente para preservação da vida. Sem oxigênio, a água não pode ser limpa de impurezas. Por isso, o vento e a tempestades são necessários. No encalço de uma tempestade, o lago fica saturado de oxigênio e a vida floresce.
As tempestades fazem parte da vida. A diferença é que, quando estamos em constante comunhão com Deus, elas não nos afetam tanto.
Na verdade, elas levam embora determinadas impurezas, ajudando-nos a ganhar um novo vigor.
Essas tempestades possuem um efeito purificador, é como uma família, se tudo está calmo... o curso da vida acaba inibindo o crescimento e a mudança, por vezes, as dificuldades fortalecem as famílias, as pessoas.
É claro que existe o perigo da tempestade sair do controle e destruir tudo pelo caminho, mas nós podemos contornar os conflitos e não permitir que a felicidade seja destruida completamente, só passamos por alguns abalos...
Toda processo, de tempestades resulta em mudança e renovação, onde podemos reavaliar nossa vida, nosso trajeto, nosso andar, nosso caminhar.
Onde nos leva a orar mais, a nos arrepender dos nossos pecados, a enxergar nossos erros.
Pois a satisfação completa é alcançada quando há comunicação e comunhão constante com Cristo. Em bons ou maus momentos, precisamos continuar em ter comunhão, a nos arrepender e a agradecer, sempre e sempre.
Pela oração, o rio de águas vivas flui continuamente dentro de nós e ai então podemos ter esperança e felicidade...
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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Transpondo Muralhas

PETERSON, Eugene H. Transpondo Muralhas:
Reflexões sobre a vida de Davi Ed. Habacuc, 2004.
selecionei alguns trechos do livro para reflexão
“A coisa mais importante que uma pessoa pode fazer por outra é verificar o que existe de mais profundo no outro, despender tempo, e ter discernimento para ver o que há no interior do outro, quem a pessoa realmente é, e,então, reafirmar isso pelo reconhecimento e encorajamento” Martin Buber in p. 81
“O deserto ensinou Davi a ver beleza em tudo que existia, a ver o quanto a vida é preciosa; devido as provações que ali viveu, Davi aprendeu a encontrar Deus em lugares onde antes jamais imaginaria.
O deserto mergulhou Davi em belezas tão profundas que a pequenez de uma vingança pessoal se tornou impensável.
O deserto treinou Davi em lealdade tão profunda que seria impossível a quebra de um juramento. O deserto mostrou a Davi a presença de Deus até mesmo numa lasca de rocha insignificante, para que nada, e evidentemente ninguém,viesse a ser tratado por ele com escárnio ou desdém” p. 109
“O deserto por si mesmo, nada faz acontecer, Davi e Saul estavam no deserto. Saul como perseguidor de Davi, obcecado em sua caçada, com a vida se resumindo a um desejo de matar. Entretanto, Davi corria para Deus e se encontrava em suas orações de refugio em Deus, maravilhado, tomado de gloria, desperto e aberto para o generoso amor de Deus, o Deus que nos faz bem com sua Palavra” p.112
“... O deserto é lugar de provação, o lugar da tentação.
O deserto é selvagem. Nada nele é, por natureza, domado e domesticado.
Os recursos da civilização a que estamos acostumados não se encontram ali, e a vida se resume inteiramente a sobrevivência” p.106
“É preciso coragem, coragem imensa, para abandonar o controle, para abrir mão de nossa posição de prestígio tão recentemente conquistada, para largar nossos trabalhos e simplesmente sentar aos pés de Jesus” p. 213

“A história de Davi é uma história do evangelho.
Deus fazendo por Davi o que Davi não poderia fazer por si mesmo. De um pecador salvo. É uma história que se completa com a de Jesus, que demonstra quem é Deus ao buscar o doente, o rejeitado e o perdido” p.266

“Em determinado dia, não temos a menor idéia do sentido de Deus para as nossas vidas e, no dia seguinte, já o temos. Pensávamos que Ele estivesse ausente, e Ele está bem presente.
Porque nada foi dito, achamos que nada foi feito, mas muito se fez; só que de maneira sutil e silenciosa. É assim na ressurreição. E, muitas e muitas vezes, é assim na vida” p. 286
livro pode ser encontrado aqui:
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